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MARCHA, CONFORMAÇÃO E GENEALOGIA QUAL É A  IDENTIDADE DO CAVALO MANGALARGA MARCHADOR 

                                                                *Lúcio Sérgio de Andrade

Ano passado, logo após visitar a Expo. Nacional por apenas um dia, não tive ânimo para retornar depois do que assisti nos julgamentos, escrevi um artigo com o titulo “MARCHA BATIDA CLÁSSICA”, publicado nesse espaço democrático. Este ano, animado com algumas noticias de que o andamento teria melhorado, criei coragem para assistir alguns julgamentos no evento maior da raça, a nata de sua representatividade. Novamente, foi decepcionante, mas em dose dupla. Sai do parque com a certeza de que pelo menos nas pistas a MARCHA BATIDA CLÁSSICA, original da raça, tornou-se um produto em extinção. Foi decepcionando visitar a expo. nacional e ver Campeões e Reservado Campeões portadores da marcha Batida excessivamente diagonalizada e com estilo caracteristico da marcha trotada da raça Mangalarga. Uma verdadeira agressão e desrespeito à própria definição de andamento no Padrão Racial.

Em dose dupla porque enquanto observava e também filmava o julgamento de Morfologia percebi a evidente perda das características raciais, marcadamente aquelas definidoras da identidade de uma raça, ou seja, a forma da cabeça, o perfil de chanfro, o formato das orelhas, forma e direção do pescoço. Na cabeça, todo tipo de perfil, com predomínio do perfil concavilineo (arabesco) e não do ibérico, que até o final do século passado ainda era prevalente e ORIGINAL da raça; nos formatos das cabeças imagens de retângulos, trapézios, formas indefinidas, desproporções, e muito poucos exemplares denotando o formato triangular antes característico; nas orelhas, nenhuma padronização na implantação, direcionamento e nem tão pouco no formato; pescoço, de formatos variados, mas raramente o piramidal obliquo que sempre foi um tipo marcante da raça M. Marchador, além da perda da direção desejável da região inferior, pois identifiquei em um grande numero de animais o defeito da inversão e má inserção ao tronco, bem diferente da altura ideal no terço médio superior. Certamente, esta foi mais uma herança maléfica da recente infusão de sangue Mangalarga.

Ao contar tantos árbitros envolvidos com o serviço de julgamento, que é uma das principais ferramentas do aprimoramento zootécnico, comecei a imaginar em quantos bolsos estavam guardados os pedaços rasgados do Padrão Racial e em quantas gavetas o Padrão Racial estava guardado, já mofando pela falta de importância ao seu texto, interpretação correta e obediência irrestrita.

Todas as variáveis definidoras da Marcha Trotada e outros andamentos transicionais foram captadas pelas lentes de minha câmera – suspensão mínima, apoios monopedais, apoios quadrupedais. Os apoios tripedais foram notados em poucos animais, e muito discretos, somente de dois anteriores e um posterior. Os apoios laterais não foram notados em nenhuma foto e raramente nas análises de vídeo em slow motion. O estilo característico da marcha trotada também foi predominante – elevação e flexão extremas dos membros, o que não condiz com a ocorrência de tríplices apoios. Obviamente, quanto mais elevados os deslocamentos, menor será a incidência e os tempos de apoios tripedais. 

Este fenômeno do modismo da marcha trotada ganhou muita força com a entrada de um numero significativo de exemplares puros e mestiços da raça Mangalarga, em especial a partir do início desta década, quando as infusões ILEGAIS deste sangue aumentaram significativamente, o que já foi comprovado pelas genealogias mentirosas.

Ao longo dos anos, até o final do século passado, a Marcha Batida Clássica sempre conquistou um maior numero de adeptos, em relação à marcha picada, por ser um andamento que possibilita comodidade com mais eficiência nos serviços de campo, maior rendimento nas cavalgadas e maior equilibrio nas provas funcionais, em especial devido à maior facilidade de iniciar e manter a cadência do galope. Todavia, com o aumento da demanda por cavalos de passeio e o início das exportações, a Marcha Picada também conquistou uma expressiva parcela do mercado de usuários e de criadores objetivando o mercado internacional.

O fato é que qualquer uma destas duas modalidades de marcha, Batida Clássica ou Picada, apresenta comodidade com maciez e não uma falsa comodidade e um diagrama e estilo bastardos, como é o caso dos andamentos excessivamente diagonalizados predominantes nos julgamentos. Contudo, deve ser ressaltado que são as duas marchas fiéis à identidade da raça Mangalarga Marchador e ao seu slogan de “Cavalo sem Fronteiras”.

Torna-se oportuno lembrar a definição correta da Marcha Batida Clássica e você, leitor, perceberá que é a melhor das marchas, para cavalo e cavaleiro. Pena que muitos integrantes das novas gerações de criadores não tiveram a oportunidade de montar esta preciosidade que é o cavalo Mangalarga Marchador de Marcha Batida Clássica:

- É uma marcha cômoda, de progressão fácil,  deslocamentos amplos, elegantemente flexionados nos joelhos, jarretes e boletos, sem elevação excessiva, desenvolvendo-se a quatro tempos, com apoios equilibrados, deslocamentos alternados, em nítida dissociação, totalizando em cada ciclo quatro apoios tripedais bem definidos, dois apoios bipedais diagonais e dois apoios bipedais laterais. Os tempos de apoios diagonais são sempre, mas pouco, superiores aos tempos de apoios laterais, sendo que o apoio do casco anterior do par diagonal antecede o apoio do casco posterior.

O estilo da Marcha Batida Clássica é peculiar, sendo caracterizado pela boa flexão das articulações de joelhos, boletos e jarretes, com deslocamentos bem elásticos, favorecendo a boa amplitude das passadas. Os posteriores impulsionam com vigor e os anteriores tracionam com força e apóiam com equilibrio, rolando as pinças, o que reduz os atritos verticais. Ao contrário, o que os técnicos destacam nas pistas como “qualidade de gesto de marcha”, nada mais é do que um engôdo, uma propaganda enganosa, apoiada por grupo minoritário que comanda a raça com interesses comerciais e não pelos ideais de selecionares que almejam preservar as tradições seculares da MTAD, do arreamento e trajes típicos.

Dentre os muitos criatórios antigos originais que melhor selecionaram a Marcha Batida Clássica destaco o Angahy, Favacho, Traituba, Bela Cruz e Herdade, como bons exemplos. Será que os criadores de antigamente estavam errados? Não conheço, ou tenho notícia, de algum criatório contemporâneo que esteja selecionando a marcha batida clássica. Que evolução é esta, implicando na perda da essência da marcha batida, que são os triplices apoios bem definidos e de boa frequência em cada passada? Que evolução é esta que implica em uma falsa propaganda de comodidade, que raramente está associada a fortes atritos verticais dos andamentos excessivamente diagonalizados?

No julgamento da Expo. Nacional/2006 o numero de animais no julgamento do Concurso de Marcha Picada foi de, aproxmadamente 50. Na Expo. Nacional/2007 este numero subiu para, aproximadamente 150 e a tendência é ultrapassar a 200 na Expo. Naacional/2008. As terminologias Marcha Batida e Marcha Picada foram excluidas da definição de andamento no Padrão Racial na surdina, “na calada da noite”, como se diz na gíria popular, desconsiderando a opinião de associados que cumprem em dia com suas obrigações para com a ABCCMM. Mas agora que a Marcha Picada é julgada independentemente, o correto é que as duas terminologias  sejam incluidas novamente no Padrão Racial e que a Marcha Batida premiada nos julgamentos seja a autêntica, respeitando-se a exigência da ocorrencia alternada de apoios duplos diagonais e duplos laterais, sempre intercalados pelos apoios tripedais. O momento é para a tomada de ações drásticas, até mesmo no âmbito do Ministério da Agricultura, a exemplo de algumas que já estão sendo tomadas para tentar moralizar a credibilidade do Serviço Genealógico. Mas e a credibilidade dos campeonatos, quando será moralizada? O Padrão Racial merece respeito. Os criadores e proprietários dos cavalos de M.T.A.D. também, sob pena de várias outras ações judiciais serem tomadas. Afinal, esta é a marcha aprovada pelo Ministério da Agricultura, de acordo com o primeiro caput da definição de andamento no Padrão oficial da Raça. Todavia o que vem prevalecendo é um padrão extra-oficial que deveria  servir de alicerce para o grupo de seus adeptos fundarem uma outra associação, ou simplesmente ingressarem na raça Mangalarga.

Técnicamente, já foi mais do que comprovado que a marcha picada é caracterizada pela dominância dos bípedes laterais sobre os bípedes diagonais e o estilo peculiar de deslocamentos dos membros anteriores, gerando o ato de repicar, que deu nome à esta modalidade de marcha. Portanto, os atritos verticais inexistem, caso contrário  não será marcha picada. Em contra-partida, a marcha batida apresenta dominância dos bípedes diagonais, o que implica, necessáriamente, em atritos verticais.  O nome tem origem nas batidas firmes, bem dissociadas, de uma marcha de 4 tempos, porém com as batidas aproximando-se duas a duas.

Vale repetir, para ficar bem claro que a marcha que tem predominado nas pistas de julgamento é uma marcha transicional, muito diferente da MARCHA BATIDA CLÁSSICA original da raça, presente em todas linhagens pilares e antigas, mas rarissima nos criatórios contemporâneos. Em decorrência da infusão de sangue da raça Mangalarga a progressão ganhou maior avanço e no estilo os deslocamentos de membros estão mais flexionados e alçados. No diagrama os triplices apoios tornaram-se escassos. Quando ocorrem, são muito rápidos, de pouca definição e frequência, apenas de dois cascos anteriores e um casco posterior. Os demais triplices, que deveriam ser quatro em cada passada de uma marcha completa, autêntica, foram sustituidos por apoios indesejáveis, dos tipos monopedal e quadrupedal, como pode ser facilmente comprovado através de analises computadorizadas, video-tapes com slow motion e até mesmo por fotografias, que náo precisam ser necessariamente sequenciais, de tão elevada é a incidência destes apoios bastardos.

Se há dissociação mínima a aspereza dos atritos verticais tende a ser sentida em um grau menor. Todavia, será um andamento técnicamente definido como transicional, entre a M.T.A.D. e o trote convencional, acadêmicamente sendo definidos de trote desunido, marcha trotada ou trote marchado. O andamento não é autenticamente marchado, porque os triplices apoios não ocorrem com frequência e definição caracteristica da M.T.A.D. – Marcha de Tríplices apoios Definidos, que originou a fundação da ABCCMM no ano de 1949.

Qualquer técnico que insista em conceitos contrários tem todo direito à livre expressão em um pais democrático como é o Brasil. Mas não tem o direito de fazer propaganda enganosa, através de conceitos academicamente infundados de marcha, registrando ou premiando (SOB A CHANCELA DA ABCCMM E DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA) animais com Certificado de Registro fraudulento e/ou indevidamente registrados por serem portadores de caracteres morfológicos atípicos e inseridos nas desclassificações definidas pelo Padrão Racial ou ainda pela marcha também excluída das próprias definições do Padrão Racial.

*Lúcio Sérgio de Andrade – Zootecnista, escritor, árbitro de equideos marchadores, Pedidos de livros e DVD’s através da LOJA VIRTUAL DO CAVALO DE MARCHA, hospedada no site www.equicenterpublicacoes.com.br, onde também são disponibilizadas embcaduras e equipamento especializado para doma e treinamento de cavalos de marcha.

 

 

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