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COMODIDADE E MACIEZ. AFINAL, HÁ DIFERENÇA?

                                                               *Lúcio Sérgio de Andrade

 

A definição clássica de comodidade não deveria ser motivo para tanta polêmica: É a qualidade pela qual o cavaleiro, ou amazonas, não sente desconforto decorrente de atritos verticais, laterais, horizontais e frontais. Os dois primeiros dependendem da distribuição de apoios. Os outros geralmente são causados pelas oscilações de membros.

Os atritos verticais são caracteristicos da marcha batida, sendo os mais desconfortáveis para a maioria dos cavaleiros e amazonas, em especial aqueles que não dominam plenamente a técnica da equitação. O grau máximo do desconforto é sentido no trote convencional, um andamento de 2 tempos, no qual os apoios dos cascos dos bípedes diagonais são sincronizados, ocorrendo em cada ciclo, ou passada completa, dois momentos de suspensão dos quatro cascos, necessários às trocas dos apoios bipedais diagonais. Simultaneamente com cada apoio diagonal o cavaleiro sente um forte atrito vertical, sendo em seguida lançado verticalmente pelo vôo dos quatro cascos.

No trote bem articulado, caracteristico das raças Andaluz e Luzitano, os atritos verticais são apenas um pouco amenizados pela maior flexão das articulações dos membros, o que favorece o amortecimento dos impactos.

Nos andamentos transicionais, como o trote desunido, marcha trotada ou trote marchado, prevalentes em julgamentos das raças Mangalarga e Mangalarga Marchador (julgamento convencional), a suspensão é mínima, ou inexiste, devido à uma discreta dissociação, o que não é suficente para tornar os atritos verticais confortáveis. Os apoios laterais praticamente inexistem, bem como os tríplices apoios de dois anteriores e um posterior. Os apoios monopedais, e até mesmo os quadrupedais, são prevalentes, mas não suficientes para evitar a aspereza dos atritos verticais, como resultado do contato quase que simultaneo dos cascos de bipedes diagonais.

À medida em que a dissociação aumenta, menos desconfortáveis serão os atritos verticais, como no caso da MARCHA BATIDA CLÁSSICA, um dos dois andamentos originais da raça Mangalarga Marchador, que foi o principal motivo da fundação da ABCCMM no ano de 1949, pela discordância do andamento oficializado no Estado de São Paulo em 1934 pela Associação dos Criadores do Cavalo Mangalarga. Inadmissivel aceitar, inclusive pelo próprio Ministério da Agricultura, que o atual andamento premiado nas exposições da raça Mangalarga Marchador seja o mesmo da raça Mangalarga. O agravante é que o Padrão Racial tornou-se um documento oficial sem valor, a exemplo de um grande numero de Certificados de Registro Genealógico cujos pedigrees não são verdadeiros. A definição de andamento no Padrão Racial exige deslocamentos alternados entre bipedes diagonais e laterais, sempre intercalados por apoios tripedais. Onde estão os apoios laterais? E a definição e regularidades da ocorrência dos apoios tripedais, que são a essência de qualquer andamento marchado???????

 Na legítima Marcha de Centro – digo legítima, porque não é esta marcha de centro conceituada publicamente por alguns técnicos da ABCCMM -, os atritos verticais são nulos, porque o coeficiente de lateralidadade/diagonalidade é igual, ou bem próximo, de 1,00. Na Marcha Batida Clássica, que não se encontra mais nas pistas de julgamento, os atritos verticais são confortáveis, porque ainda há um bom equilibrio entre os apoios diagonais e laterais, sempre intercalados por um apoio tripedal. Em cada ciclo de uma marcha completa os apoios tripedais são em número de quatro, intercalados ora por um apoio duplo diagonal, ora por um apoio duplo lateral, totalizando 8 apoios em cada passada, exatamente como ocorre na mecanica de distribuição de apoios no andamento ao passo.

Os atritos laterais são caracterisitcos da marcha picada, mas não necessáriamente. Se o equilibrio entre apoios diagonais e laterais é notado a comodidade tende a ser plena. No entanto, quanto maior a lateralidade, menos equilibrada será a marcha picada e mais desconfortáveis serão os atritos laterais. O grau máximo de desconforto é sentido na andadura, porque em cada apoio dos bipedes laterais sincronizados o cavaleiro é lançado de um lado a outro. Entre cada troca de apoio bipedal lateral ocorre um apoio quadrupedal, que provoca forte atrito vertical. Como todo o eixo da massa corpórea é desequilibrado o cavaleiro também sente desconfortáveis atritos horizontais.

Os atritos horizontais geralmente são provocados por desvios graves de aprumos, em especial o arqueamento de jarretes, que provoca oscilação vertical da garupa.

Os atritos frontais, ao contrário do que muitos pensam, não são provocados pelo ato de “bater espáduas”. Espáduas não batem, são fortemente inseridas sobre a região torácica. Estes atritos podem ser decorrentes das elevações excessivas de membros anteriores, oscilações acentuadas de joelhos ou pelo ato de “martelar”, terminologia popular criada para identificar caso de elevação excessiva dos membros anteriores seguindo-se fortes batidas.

Alguns criadores e técnicos polemizam aquela definição de comodidade no primeiro parágrafo, acrescentando conceitos de adestramento, temperamento de sela, equitação e comodidade. De fato, um cavalo sem comandos de rédeas, ou muito apoiado na embocadura, como tem sido frequente nos julgamentos, não terá condução confortável, mas não se relaciona com os tipos de atritos. O cavalo linfático exigirá comandos fortes contínuos de pernas e ajudas auxiliares, o que não se traduz em conforto para o cavaleiro/amazonas, mas também não se relaciona com os tipos de atritos. O cavalo tido como “sanguíneo”, excessivamente ativo, é de contenção difícil, gerando desconforto, em especial às mãos e a equitação não será descontraída.

Quanto à equitação, os bons cavaleiros podem sentir comodidade em atritos verticais mais fortes, inclusive os gerados pelo trote. No entanto, é uma comodidade relativa, que não se traduz em maciez.

Quanto à conformação, já foi dito que os aprumos podem afetar sensivelmente a comodidade, estando mais relacionados com os atritos horizontais e frontais. Os cavalos obesos ou deficientes na profundidade torácia e arqueamento de costelas não proporcionam conforto na equitação, pela dificuldade de encaixe do assento e da pressão de pernas.

Um cavalo macio não necessariamente será um cavalo cômodo como, por exemplo um cavalo de marcha picada muito lateralizada. CAVALO CÔMODO E MACIO É AQUELE QUE NÃO APRESENTA ATRITOS DESCONFORTÁVEIS. COM RARAS EXCEÇÕES SERÁ SENTIDA MACIEZ ASSOCIADA A ATRITOS VERTICAIS. A MARCHA BATIDA CLÁSSICA É EXCEÇÃO, POIS ESTÁ PRÓXIMA AO LIMITE DA AUTÊNTICA MARCHA DE CENTRO.

CAVALOS MARCHADORES SÃO CAVALOS DE SELA, DE USO BEM MAIS GENERALIZADO EM PASSEIOS E CAVALGADAS DO QUE EM COMPETIÇÕES. PORTANTO, NÃO HÁ LÓGICA EM SELECIONAR E PREMIAR ANIMAIS SOMENTE PARA QUEM SABE EQUITAR. AO MONTAR UM CAVALO EXCESSIVAMENTE DIAGONALIZADO A PRIMEIRA REAÇÃO DE UM LEIGO EM EQUITAÇÃO SERÁ APOIAR NAS RÉDEAS E NO CEPILHO. CASO CONTRÁRIO A QUEDA SERÁ INEVITÁVEL. ASSIM COMO A MARCHA DEVE SER NATURAL, COMO SE APENAS FOSSE NECESSARIO AUMENTAR A VELOCIDADE DO PASSO, A COMODIDADE TAMBÉM DEVE SER NATURAL.

*Lúcio Sérgio de AndradeZootecnista, escritor com 30 livros publicados, 60 DVD’s, Consultor de Haras, árbitro de equideos marchadores. Site profissional – www.equicenterpublicacoes.com.br onde está hospedada a LOJA VIRTUAL DO CAVALO DE MARCHA, que oferece a maior coleção de livros e DVD’s e equipamentos exclusivos para a doma e treinamento de cavalos marchadores.

         

 

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