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REMINISCÊNCIAS DA MARCHA COMPLETA

GRANDES MARCHADORES

A.P.Toledo – engenheiro, criador de marchadores, pesquisador da marcha e coordenador do Analoc-E
Email: toledo@toledohorse.com.br

 

Tenho explicado para os meus netos e criadores mais jovens que houve um tempo que os cavalos (manga-larga marchadores) marchavam de forma diferente dos dias atuais. Mudaram os homens, os cavalos ou mudou a marcha?
A marcha de alguns anos atrás, na década de 50 até inicio dos anos 90, era completa de oito apoios como rezavam, com pequenas mudanças de adjetivos, os diversos padrões escritos até então.
Aliás, os padrões de marcha nunca foram além daquilo que permitiam os conhecimentos de marcha da época, mas eram fiéis aos apoios triplos, sempre intercalados por apoios diagonais e laterais. Os rastros dos posteriores, no plano e em velocidade normal (?), deveriam cobrir ou ultrapassar os rastros dos anteriores; característica típica dos marchadores antigos, mediolíneos e de garupa ligeiramente arredondada. Havia respeito pela marcha que deu nome à raça.
Hoje, alguns querem o cavalo de garupa plana de marcha trotada; pobre de apoios laterais, de apoios triplos e que apresenta uma marcha transicional para o trote. As velocidades, nunca definidas nos padrões, chegaram nas pistas a valores absurdos e superiores a 15 k/h; incompatíveis com o fenótipo do manga-larga marchador. Chamamos a esta catástrofe de “Síndrome da Velocidade” e alertamos, há muito tempo, os responsáveis pelas normas de julgamento em pista. Um pouco tarde, começaram a controlar este mal, porque mudaram os cavalos; e os verdadeiros cavalos marchadores sumiram das pistas. Vejam as fotos dos nossos leilões de elite. A grande maioria dos animais, quando em movimento, apresentam sincronismo absoluto do bípede diagonal na fase de avanço (vôo). Não há dissociação necessária para 4 triplos durante a passada. E isto é mostrado com muita galhardia. A exceção virou regra.

Para os que viveram tempos de marcha completa e fiel ao conceito de que a constatação é a maior de todas as verdades, fui buscar no banco de dados do “marchômetro” (1986 a 1990) e no banco de dados do Analoc-E (1990 a 1994) alguns diagramas de marcha completa de excelentes marchadores. Alguns animais foram vencedores de marcha em importantes exposições e concursos daquela época, quando a marcha batida ou picada era completa de oito apoios, sem apoios indesejáveis como ocorre nas marchas transicionais de hoje. Poderíamos listar muitos outros de uma centena, que estão no “Ranking” do Analoc-E com handicap acima de 6,00.

Na planilha da figura 1 escolhemos alguns animais conhecidos e que, muitas vezes, aparecem nas linhas alta ou baixa dos pedigrees atuais.

Fig. 2 – Relação entre os parâmetros que formam o Handicap
(Triplo, CL, Rendimento, Velocidade e Assimetria) 

Para visualizar a figura 1 e figura 2 clique aqui


CONCLUSÃO:

Mudaram os homens, mudaram os cavalos, mas a marcha completa não mudou. Seja ela batida, de centro ou picada, ainda temos alguns animais que terão a missão de resgatar a denominação de manga-larga marchador. Isto ocorrerá, se algum dia voltarmos a prestigiar o óbvio e a entendermos que o modismo tem pernas curtas, pois carece de lógica.
Vejam na planilha os parâmetros médios representativos de uma marcha completa de qualidade. Apoios triplos superiores a 20% do tempo da passada (107,75 ms) e relação apoio lateral e apoio diagonal de 0,45 (variando entre 0,13 e 1,0). O handicap (qualidade e comodidade da marcha) diminui quando o apoio triplo é menor. O apoio triplo diminui com a diminuição do apoio lateral e da dissociação. A dissociação equivalente em ambos os bípedes diagonais diminui a assimetria e melhora a comodidade (handicap).
Para isto, a missão dos órgãos técnicos das associações é evitar desmandos e desvios dos padrões, que foram adjetivados e costurados ao longo do tempo, mas que apesar de conterem pequenos deslizes, foram sempre fiéis aos apoios triplos intercalados por apoios diagonais e laterais.
Desta forma, ainda existe uma singela esperança.
Por outro lado, o tempo e a tecnologia mudaram. Nos hipódromos de corrida surgiu, há muitos anos, o “photochart”, para evitar dúvidas na chegada dos competidores.
Para a marcha surgiram os parâmetros de análise da locomoção, que explicam melhor aquilo que era, em geral, empírico.
A formação do técnico ou juiz de marcha exige, hoje em dia, muito mais do que recursos do vídeo comum, lento e inadequado.
O juiz de marcha, durante o seu processo de treinamento, deve montar o animal e confrontar a sua opinião com o diagrama gráfico de marcha dado pelo analisador de andamentos, para aferir o seu “subjetivismo” com a capacidade real e imparcial da máquina.
Esta prática, já testada em algumas ocasiões mostrou-se eficaz e respeitada.
Em tempos de competição cada vez mais acirrada os grandes criatórios compreenderão a necessidade de orientar os treinamentos, os acasalamentos e os parâmetros da locomoção, menos pela paixão e mais pela análise da marcha.  
Tanto quanto os avanços na área da reprodução, os criadores sentirão a necessidade da seleção de marcha dos seus animais pelo resultado do Analoc-E, que analisa o conjunto cavalo-cavaleiro quando o animal está montado  ou, apenas o cavalo, quando puxado ao cabresto ou em liberdade.

 

 

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