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QUANTO TEMPO DEVE DURAR UMA PROVA DE MARCHA?
                                                             
*Lúcio Sérgio de Andrade

No passado, até início deste século, os regulamentos das provas de marcha da raça Mangalarga Marchador estabeleciam 40 minutos de duração, sendo 20 para cada lado, mais do que suficiente para que os árbitros possam avaliar comparativamente os concorrentes com base nos quesitos Gesto (diagrama da marcha), Comodidade (inseridos neste quesito o temperamento de sela e o adestramento), Estilo, Rendimento e Regularidade. Atualmente, os regulamentos estabelecem uma hora de duração, porem na prática o que tem ocorrido é o absurdo das provas de marcha, principalmente nas exposições nacionais, durarem entre uma hora e meia a duas horas. Primeiro, é um desrespeito ao regulamento. Segundo, prejudica os cavalos que foram treinados para suportarem uma prova de marcha de uma hora. Terceiro, é uma agressão ao bem estar, pois muitos cavalos atingem o estado de fadiga e não são retirados da pista, seja pelo próprio apresentador, ou pelo arbitro. Como resultado, vem aumentando a incidência de animais com afecções no sistema locomotor, reduzindo a vida utilitária, quando não acontece o pior, como a morte.

No regulamento do passado um dos quesitos era a resistência, o que dava maior poder ao arbitro de avaliar qualquer sinal da perda do vigor físico, retirando o animal da pista antes que alcançasse o limite das taxas cardíacas e respiratórias.

Um agravante é o ritmo de velocidade das provas, muito mais tempo em marcha de velocidade alta do que média, sendo que há um numero significativo de animais com apoio excessivo na embocadura. Além da perda da naturalidade da marcha, há também o risco dos animais atingirem rapidamente um estado de cansaço muscular, no qual os músculos não mais trabalham aerobicamente, com produção benéfica de oxigênio, mas sim anaerobicamente, com produção de ácidos que podem causar alguns tipos de afecções que danificam as fibras musculares.

Ao final dessas provas de marcha de longa duração o tempo de desaquecimento tem sido insuficiente, e o pior, alguns animais param repentinamente no centro da pista, o que é um procedimento errado, podendo aumentar o risco das descargas de ácidos nos músculos. Outro agravante é que após algum tempo de parados no centro da pista os  animais classificados são chamados para retomarem a marcha, geralmente em média a alta velocidade, para as justificativas. Ou seja, após um ritmo intenso de prova os animais param sem um desaquecimento correto, e enquanto o sistema muscular está em processo de resfriamento, os sistemas cardíaco e respiratório de declínio das taxas, os animais são chamados para voltarem a marchar. O correto seria após a prova os animais permanecerem ao passo livre até a chamada dos que foram classificados para as justificativas, e retomarem a marcha em um ritmo menos intenso, da marcha, no máximo, em velocidade média.

Ainda há um outro fator agravante, o do dopping sedativo. Animais portadores de alguma lesão nos membros, causando claudicação, recebem medicação sedativa para participarem da prova de marcha. Além do esforço repetitivo sobre estruturas lesionadas, o que é uma agressão criminosa ao bem estar, os efeitos colaterais da medicação sob esforço físico intenso, provocado pelas provas de marcha de longa duração, podem causar um mal irreparável ao sistema locomotor, resultando em lesões crônicas, e até mesmo a morte.

O fato é que primeiro o cuidado deve ser com o bem estar dos cavalos, o que não vem acontecendo nas exposições, tanto no que se refere ao excessivo esforço físico ao qual são submetidos nas provas de marcha, como também pela precariedade das baias, fornecimento de alimentação e agua. Se a ABCCMM, promotora das exposições nacionais, almejabater recorde de numero de cavalos nas exposições, obviamente com fins lucrativos, deveria, acima de tudo, proporcionar aos cavalos o bem estar pleno. As provas de marcha de tempo superior a uma hora é um absurdo, sem o menor respaldo da legalidade e do bom senso.

*Lúcio Sérgio de Andrade – Zootecnista, escritor, árbitro de equideos marchadores, instrutor de cursos, consultor e projetista de haras. Pedidos de livros impressos, livros digitais em CD, DVD’s, CURSOS ONLINE, equipamento para doma e treinamento de cavalos marchadores, ou através do site:
www.equicenterpublicacoes.com.br
ou email luciozootec@gmail.com

 

 

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