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A INFLUÊNCIA DOS MODISMOS E TENDÊNCIAS DE JULGAMENTOS NO MELHORAMENTO GENÉTICO DA RAÇA MANGALARGA MARCHADOR

*Lúcio Sérgio de Andrade


Ao longo dos anos os modismos e tendências de julgamentos vêm influenciando de maneira significativa o melhoramento genético da raça Mangalarga Marchador.

Alguns exemplos dos modismos: A década de 70 foi o apogeu da linhagem antiga Passa Tempo; na década de 80 ocorreram os modismos mais fortes das linhagens antigas Tabatinga e Herdade, da linhagem pilar Bela Cruz. Na década de 90 foi o modismo mais em evidência da linhagem antiga Abaiba. Na primeira década deste século foi o modismo Favacho e J.B. , e um pouco também da 53, ate então atribuída pelo mercado como de seleção dupla - MM e M, como a própria J.B. era reconhecida. Na atual segunda metade do século XXI nota-se modismos de criatórios contemporâneos, em alguns casos por merecimento, em outros pelo valor do investimento que fazem na raça ou por influência política.

Contudo, ao longo dos tempos as linhagens pilares e criatórios antigos da região berço da raça, o Sul de Minas, mantiveram a importância, o que foi um fator positivo, de equilíbrio aos modismos.

Mas um modismo fez, e está fazendo muito mal, ao melhoramento genético da raça - as infusões de sangue exótico da raça Mangalarga. Sim, podemos afirmar ser sangue exótico, porque no alicerce genético da raça Mangalarga encontram-se genes de raças de trote que ate então não estavam presentes na composição genética da raça Mangalarga Marchador. Como resultado, tanto foi alterado, rapidamente, o andamento típico da raça, mudando de marcha batida clássica para marcha batida diagonalizada, ou marcha trotada, como também foi modificada a conformação e o temperamento. Não que o temperamento da raça Mangalarga seja de índole ruim, mas os representantes são, na média, cavalos e éguas de temperamento de sela hiperativo. Da mesma forma, não que a conformação da raça Mangalarga seja ruim, mas o maior porte, a estrutura óssea-muscular mais possante, garupa mais longa e tendendo mais ao direcionamento horizontal,jarretes de angulação mais aberta, passou a ser evidência também em um grande numero de MM, respaldados pelo TAC, que foi um dos maiores males causados ao melhoramento genético da raça, contra o próprio estatuto, que tem como uma de suas premissas fomentar o melhoramento genético.

Quanto às tendências nos julgamentos, no que se refere ao julgamento de andamento, houve primeiro a tendência a premiar cavalos e éguas de marcha batida diagonalizada, por influência da linhagem Abaiba no final do século passado. Em seguida, houve a tendência à marcha trotada, na primeira década deste século. Atualmente, observa-se uma tendência positiva em busca de uma marcha batida de maior grau de dissociação, porém ainda está bem distante da marcha batida clássica, que tem um grau de dissociação que deve variar de um a dois intervalos de tempo na mesma fase - de avanço ou elevação, separando os pares diagonais de membros. A marcha batida mais autêntica deve apresentar uma dissociação com dois intervalos de tempo na mesma fase. Ao contrário, um grande numero de campeões na marcha batida apresentam dissociação mínima, por diferença de inclinação de cascos dos pares diagonais de membros. Como resultado dessa dissociação mínima não ocorrem os dois tríplices apoios de posteriores (apoio de dois cascos anteriores e um casco posterior) e os apoios duplo laterais também não ocorrem. Logo, é uma marcha “bastarda”, que não se insere na definição do Padrão Racial, uma marcha que está na ilegalidade. Cabe os criadores mudarem o foco do treinamento, visando aumentar o grau da dissociação. Cabe aos criadores perdedores nos julgamentos, desde que sejam donos de cavalos bem dissociados, o direito legal de contestarem, pois o padrão racial é a lei, deve ser rigorosamente obedecido.

Outra tendência,ate um ou dois anos atrás, era a marcha somente em alta velocidade, a qual mascara a naturalidade, favorece a diagonalidade, e engana o mercado. Felizmente, em parte da prova de marcha os árbitros começaram a solicitar a marcha curta. Estranho é que a poucos anos atrás os aplausos eram para a alta velocidade nas provas de marcha, o que mais parecia uma corrida de marcha. Um contrassenso é que não se monta em passeios e cavalgadas nessa marcha de alta velocidade que se vê nas pistas. Se querem esta marcha, o lógico será também dar espaço na pista para quem prefere cavalgar na baixa, introduzindo campeonatos cavalo de passeio, para participação dos criadores e familiares como apresentadores, tal como acontece em julgamentos das raças de andamento marchado nos Estados Unidos.

Houve uma tendência muito forte, diminuiu, mas ainda persiste, na equitação muito apoiada na rédea, porque o cavalo velocista, condicionado em treinamento e nas provas de marcha, apoia com muita força no bocal. O cavaleiro é forçado a exercer uma contra-força, para manter a regularidade da marcha, evitar a ocorrência do sobre-passo, no limite entre marcha e galope.

O fato é que o melhoramento genético da raça Mangalarga Marchador jamais terá sustentabilidade em modismos e tendências de julgamentos.

*Lúcio Sérgio de Andrade – Zootecnista, escritor, árbitro de equideos marchadores, instrutor de cursos, consultor e projetista de haras. Pedidos de livros impressos, livros digitais em CD, DVD’s, CURSOS ONLINE, equipamento para doma e treinamento de cavalos marchadores, ou através do site
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