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MARCHA PICADA – A MODALIDADE DE MARCHA MAIS DIFUNDIDA NO MUNDO

                                                 *Lúcio Sérgio de Andrade


No século IXX a marcha picada não foi o andamento original da raça Mangalarga Marchador, basta visitar o Sul de Minas para constatar a veracidade desta afirmativa. Na região berço da formação da raça Mangalarga Marchador o andamento predominante, talvez na faixa de 80 a 90%, ainda é a marcha batida. Todavia, os criadores sul mineiros estão na contra-mão da tendência mundial a favor da marcha picada.

A partir de trabalhos seletivos originais desenvolvidos em linhagens antigas sediadas fora da região do Sul Minas, mas ainda no estado de Minas Gerais, a marcha picada começou a ganhar força na primeira metade do século XX, antes da fundação da ABCCMM.

Na segunda metade do século passado, enquanto nas exposições a predominância da marcha batida era marcante, entre os usuários de cavalos e éguas de passeios e cavalgadas ocorria o inverso, ou seja, a preferência era pelos animais de marcha picada.

Nesta primeira década do século XXI a pressão natural do mercado tratou de inserir a marcha picada nos julgamentos oficiais da ABCCCMM, o que contribuiu, sobremaneira, em prol da consolidação definitiva da marcha picada em todos os estados do Brasil.

Outras raça brasileiras que também apresentam a marcha picada são a Campolina, Piquira e Campeiro (originário de Santa Catarina). Oportuno ressaltar também a marcha picada como um dos andamentos naturais do jumento Pêga, genuinamente brasileiro, sendo representante da única raça de asininos do mundo a apresentar andamento marchado natural.

No contexto da equinocultura internacional, a marcha picada sempre foi preponderante em vários países da América do Sul, notadamente na Colômbia, através da raça Paso Fino, e no Peru, através da raça Paso Peruano. Ambas estas raças, Paso Fino e Paso Peruano, são representadas por animais portadores da marcha picada.

Na América Central a hegemonia sempre foi para a raça Paso Fino, em especial na República Dominicana e Porto Rico.

Na América do Norte, além das raças Paso Fino e Paso Peruano, há outras raças de cavalos de marcha, a saber: Kentucky Mountain Saddle Horse, Tennesseee Walking Horse, American Saddle Horse.

Na Europa a marcha picada é o andamento caracteristico do Ponei Islandês, sendo que a raça Mangalarga Marchador tem presença significativa na Alemanha e começa a despertar interesse em outros paises, como Portugal, Itália, Espanha e França.

Na Ásia a marcha picada é o andamento caracteristico da raça Kathiawari.

PASO FINO


Paso Fino

A raça de Paso Fino começou a ser formada na segunda viagem de Cristovão Colombo à América, quando animais das raça Bérbere e Andaluz foram introduzidos no continente. Os cavalos resultantes dos cruzamentos entre as raças Bérbere e Andaluz eram conhecido somo “Jenetes Espanhois” que eram as montarias dos conquistadores.

O cavalo Paso Fino apresenta andamento muito cômodo, marcha do tipo picada, rusticidade, Resistência e brio muito desenvolvido. A palavra espanhola “paso” significa passo e “fino” significa curto. Assim, o nome tem origem na maneira como o cavalo Paso Fino marcha, com deslocamentos rápidos e curtos. Há três variedades de marcha, classificadas de acordo com a velocidade e rendimento – “Fino”, “Corto” e “largo.

Fino - O cavalo com aptidão para o “Fino” é usado somente em exposições. Os deslocamentos são muito rápidos, mas as passadas são curtas, sendo que os melhores exemplares marcham a 4 tempos, com regularidade, quase sem sair do lugar, sendo a etapa final do julgamento conduzida na passarela de madeira.

Corto - O cavalo com aptidão para “Corto” apresenta velocidade de marcha em torno de 10 a 11km/h, os deslocamentos são enérgicos, com passadas nitidamente mais amplas em relação aos exemplares de “Fino”.

Largo – marcha picada em alta velocidade, na faixa de 14 a 18km/h, sendo as passadas de maior amplitude em relação ao “corto”. O julgamento é uma corrida, se o animal perder a marcha e iniciar o galope é desclassificado.

Ao longo do tempo, diferentes linhagens da raça Paso Fino foram desenvolvidas em outros paises, como Porto Rico, República Dominicana, Cuba, Colômbia e Venezuela.  

PASO PERUANO

No Peru foi desenvolvida uma outra raça, denominada de Paso Peruano, relacionada com a cultura social, as tradições de uso do cavalo nos desfiles.


foto Paso Peruano

Paso Peruano

Quando a raça de Paso Fino foi introduzida nos EUA, o cavalo Paso Peruano era considerado como sendo da raça Paso Fino. O  Registro Genealógico era o mesmo. Somente na década de 80 o cavalo Paso Peruano ganhou uma associação americana independente.

Apesar da origem genética ser a mesma da raça Paso Fino, ou seja, a base de sangue Bérbere e Andaluz, o cavalo Paso Perunano foi criado sob condições de meio somente encontradas no Peru. As metas de seleção desenvolveram um cavalo de tronco mais robusto em relação ao Paso Fino, altura média um pouco superior à do Paso Fino, em torno de 1,50m. A marcha é a mesma, do tipo marcha picada, porém há duas diferenças. Primeira é que na média a marcha do Paso Fino está menos lateralizada, porque houve introdução de sangue de cavalos de marcha batida, através dos “trochadores” colombianos. Ao contrário, na raça Paso Peruano os acasalamentos foram, e ainda são, conduzidos somente entre animais de marcha picada, o que muitas vezes tende a gerar produtos de marcha picada com excesso de lateralidade. Mas nos julgamentos tem ocorrido uma valorização dos animais portadores de marcha picada mais equilibrada, o que é um aspecto relevante para o avanço no aprimoramento zootécnico da seleção funcional. Uma segunda diferença é quanto ao estilo, pois o cavalo Paso Peruano apresenta o “termino”, que é uma elevação extrema dos membros anteriores, com oscilação para fora, sendo que em alguns animais os cascos rotacionam-se atá a altura próxima às espáduas. O “termino” é o orgulho do criador do cavalo Paso Peruano, fazendo destes cavalos os mais elegantes para os desfies de rua, tradicionais no estado do Peru, conhecidos como “Paradas”.

MOUNTAIN HORSES


Kentucky Mountain Saddle Horse

Os Mountain Horses, cavalos das montanhas, começaram a ser desenvolvidos em meados no século IXX, no Estado do Kentucky. Mas o Registo Genealógico é recente, sendo que a primeira associação foi fundada em 1986, denominada RMHA – Rocky Mountain Horse Association. Posteriormente, devido às discordâncias em relação aos ideais de seleção estabelecidos por esta associação original de criadores, outras associações foram formadas – Kentucky Mountain Saddle Horse Association, Mountain Pleasure Horse Association e Spotted Saddle Horse Association.

Todavia, a marcha é única nos Padrões Raciais de todas as associações, sendo na modalidade marcha picada, de estilo e rendimento semelhantes à marcha picada de exemplares das raças brasileiras. Todavia, na média, os exemplares “Mountain Horses” apresentam marcha picada com predominio de maior grau de lateralidade, o que é um defeito em fase de correção.

O que difere um pouco entre as raças de “Mountain Horses” é a conformação, as categorias e critérios de julgamento. As variedades de marcha picada nos campeonatos são diferenciadas pelo grau de elevação dos membros, grau de flexão, energia dos deslocamentos, velocidade e rendimento. A marcha de maior velocidade é denominada de Park Pleasure. As demais são: Trail Pleasure, Country Pleasure e Western Pleasure.

TENNESSEE WALKING HORSE


Tennessee Walker

A raça Tennessee Walking é uma das mais tradicionais dos Estados Unidos. A associação nacional dos criadores foi fundada em 1935. O andamento é marchado, porém com o uso de ferraduras com calços altos de madeira (altura superior a 10cm), dentre outros artificios, objetivando favorecer a elevação extrema dos membros anteriores e o longo avanço dos membros posteriores, resultando em uma andadura desunida, a qual pode atingir alta velocidade.
A raça foi formada na região central do estado do Tennessee, de pastagens muito ricas, tendo contribuido para a formação de uma raça de grande porte, altura média na faixa de 1,60m, de tronco robusto. A seleção apurada forgou uma conformação de rara beleza zootécnica, notadamente no conjunto cabeça e pescoço, sendo este longo, refinado, arqueado.
No passado, estes cavalos eram muito utilizados pelos fazendeiros para vistoria das grandes areas agricolas, o que originou o nome popular de “Plantation Walking Horse”. Walk significa passo. Os andamentos executados são denominados de Flat Walk, Running Walk and Canter.

Flat Walk
- é uma marcha de 4 tempos, como se fosse o passo em velocidade média, mas em uma marcha picada lateralizada.

Running Walk
- pode ser entendido como uma marcha picada lateralizada em alta velocidade, a exemplo do “largo”, andamento popular no interior da Bahia. Uma peculiaridade no estilo é que a cabeça acompanha a movimentaçao rolada, elevando em sintonia com a elevação dos membros anteriores e abaixando quando os cascos anteriores apoiam-se.

Canter
- é um galope lento, cadenciado, de reduzida elevação, visualmente de movimentação “rolada”, o que confere uma sensação muito agradavel aos bons equitadores que se integram com equilibrio aos deslocamentos.
No estado da Califórnia foi formada uma associação com o objetivo de preservar a naturalidade da marcha, não sendo permitido o uso de artificios, tais como as ferraduras pesadas, de calços altos, e as correntes nos membros. Esta associação preservou também o nome original da raça – Plantation Walker.

AMERICAN SADDLEBRED


American Saddlebred

O cavalo de sela americano é uma das raças mais antigas do mundo. O marco inicial da formação é o século XVI, época em que colonizadores britânicos introduziram nos Estados Unidos alguns cavalos e éguas conhecidos como “Hobby e Galloway”, de andamento do tipo andadura. Estes animais deram origem à raça Americana de nome Narraganset Pacer. No século XVIII fazendeiros do estado do Kentucky conduziram cruzamentos entre as raças Narragansett Pacer (de andamento marchado) e Puro Sangue Inglês. Inicialmente, a raça foi conhecida como Kentucky Saddler. Os cavalos eram os preferenciais para uso nas grandes areas agricolas, pelo andamento cômodo e de fácil progressão. A seleção tambem almejou andamentos estilosos, muito elegantes no alçar e flexão dos membros. Este tipo de andamento, além da beleza plástica, eram funcionais para o deslocamentos nas plantações de médio a grande porte. Por volta de 1830 foi introduzido sangue da raça Morgan, o que contribuiu sobremaneira para aprimorar o estilo dos andamentos.

Uma das principais caracteristicas do cavalo de sela americano é a capacidade de executar 5 andamentos: passo, trote, galope e andamentos marchados denominados de “Slow Gait” e “Rack”.

Slow Gait - é marcha picada de velocidade um pouco superior à do passo, com bastante elevação dos membros anteriores.

Rack - é a versão da marcha picada de alta velocidade, mantendo a elevação acentuada de membros anteriores.

Todavia, estes andamentos marchados não são naturais, sendo necessario o uso de artificios, tais como ferraduras pesadas, com calços de madeira; correntes nos membros anteriores e, até mesmo, o uso de peias no inicio do treinamnto, para alterar o deslocamento natural do trote, de deslocamentos sincronizados entre pares de membros diagonais.

PONEI ISLANDÊS

O cavalo da Islândia é classificado como Pônei porque a média da altura é abaixo de 1,40m. A raça tem origem nos pôneis ingleses, Shetland, os mesmos que deram origem à raça Piquira no Brasil.

A raça é antiga, sendo que a primeira associação foi formada em 1904 e o Registro Genealógico estabelecido em 1923.

Além dos andamentos basicos – passo, trote e galope, alguns exemplares apresentam andamentos marchados especializados, denominados de Tolt e Skold

Tolt – marcha picada semelhante à executada pelos cavalos American Saddlebred e Tennessee Walker, com acentuada elevação dos membros anteriores, variando a velocidade em alta e média.

Skeil– também conhecido como “Flying Pace”, ou seja, andadura de corrida, com momento de suspensão entre as trocas de apoios duplos laterais.



Tolt

KATHIAWARI

Raça formada na India, de origem na peninsula de Kathiawar. A formação de base genetica nas raças Marwari e Árabe. No inicio, foi selecionado como cavalo de Guerra nos desertos. Posteriormente, após o final das guerras e sendo possuidor de andamento marchado cômodo, do tipo marcha picada, o foco da seleção mudou para passeio, cavalgadas e desfiles, sendo atualmente raça de elite.

O porte é semelhante ao do Mangalarga Marchador. A conformação é caracterizada pela cabeça refinada, arabesca e orelhas que se tocam nas pontas.

A marcha picada é denominada de “Revaal”, sendo de estilo e rendimento semelhantes à marcha picada das raças brasileiras.


Kathiawari

*Lúcio Sérgio de Andrade – Zootecnista, escritor, árbitro internacional de equideos marchadores, autor de dezenas de DVDS e livros, em versão impressa e digital (CD)

  

 

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