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O SEU CAVALO DEVE MARCHAR APOIADO NA EMBOCADURA?

* Lúcio Sérgio de Andrade

O defeito de marchar apoiado em excesso na embocadura é o mais prevalente nas provas de marcha, sendo observado em um grande numero de concorrentes, notadamente na modalidade marcha batida diagonalizada, equitados com as rédeas sob forte tensão, exercendo pressão continua no bocal. Em situações extremas a boca é vista aberta ou semi-aberta, bocal “rasgando”as comissuras labiais, em muitos animais o focinho aponta adiante (defeito de “cabeça ponteira”).

A postura correta da cabeça deve formar um ângulo próximo a 90 graus, com o focinho apontado ao solo. As variações da postura desejavel da cabeça são os defeitos comumente chamados de cabeça muito elevada, ponteira ou encapotada. Assim, o cavalo será conduzida de forma adiantada ou atrasada, relativamente ao posicionamento do bocal, que estará fora dos pontos exatos de controle na boca, seja as comissuras labiais, barras, lingua ou palato.

A postura correta da cabeça somente é alcançada após um treinamento prévio com foco em desenvolver, plenamente, a flexão da nuca, o que se conhece como “amaciar a nuca”, ou “ceder a nuca”. Simultaneamente, também é “amaciado o maxilar”, desenvolvida a flexão lateral do pescoço, tronco (costados, dorso, lombo, abdômem, garupa) e membros, os quais representam a base da sustentação e locomoção. Notadamente nos membros, deve ser desenvolvida a mobilidade fácil das espáduas; a articulação fácil dos boletos, joelhos e jarretes; a potência na forca de impulsão e o bom engajamento. Somente assim o cavalo estará preparado para treinamento focado em aprimmorar a qualidade da marcha. Caso contrário, além da perda do potencial para apresentar o máximo da qualidade da marcha, tambem serão desenvolvidos defeitos, principalmente aqueles inseridos no quesito estilo. O que se nota em muitos programas de treinamento é a falta de uma preparação prévia do flexionamento, começando a treinar a marcha com musculatura ainda muito rigida. Outro problema grave no Brasil ainda é o mal uso das embocaduras, notando-se uma tempo excessivo de uso do bridão, a falta de conhecimento do mecanismo de ação do freio-bridão e a demora, ou não introdução, de iniciar o estágio final do adestramento, que deve ser no freio, seja o convencional ou freios especiais corretivos, que lapidam o adestramento, deixando os comandos de rédeas suaves.

O principio da ação nos exercicios de flexionamento reside na relação sequencial entre pressionar e ceder. A pressão continua de rédeas, quase invariavelmente, é desconfortavel, na boca, na musculatura, articulações ósseas, tendões e/ou ligamentos. O correto é pressionar para buscar a flexão e, sendo alcançada, ceder, como forma de recompensa após a execução correta da lição do aprendizado.

O defeito de marchar apoiado em excesso na embocadura, popularmente denominado de “cavalo debruçado na embocadura”, pode ser facilmente desenvolvido em cavalos hiperativos, ou que foram adestrados em programa inadequado de treinamento, pelo qual são condicionados a marchar na maior parte do tempo em alta velocidade, transformando-se em “cavalos velocistas”. Na ânsia de manterem a marcha em velocidade alta os “velocistas” apóiam-se fortemente no bocal. O treinador, erradamente, permite, e exerce uma contra-força, insuficiente para tornar a equitação fácil, confortavel, porque o cavalo é bem mais forte. Em pouco tempo, as mãos e braços estarão doloridos. Qualquer comando de rédeas para ações variadas, mesmo as mais simples, como volteios e transições de andamentos, será dificultado.

Particularmente, considero esse defeito muito grave, ao ponto de não achar correto que o cavalo mereça o titulo de campeão de marcha, simplesmente pelo motivo óbvio do adestramento não estar condizente ao nivel que se espera de uma apresentação em exposição, que é um evento publico, no qual se mostra não somente o aprimoramento zootécnico da raça, mas tambem evolutivo do adestramento.

Em indagações feitas a alguns treinadores, nos vários cursos que ministro anualmente em diversas regiões do Brasil, a resposta que obtive: “os árbitros orientam que os cavalos devem marchar com a boca apoiada”. Ora, óbviamente que sim! Todo cavalo deve ser conduzido com algum apoio na embocadura. Mas jamais em excesso, gerando desconforto para ambos – cavalo e cavaleiro. Basta considerar a tônica da atualidade - o manejo respeitando o “bem estar equino”, para saber que é errado.

O programa ideal de treinamento é o denominado de “Método Intervalado”, pelo qual o cavalo é treinado em intensidade variada de esforço fisico – exercicios de baixa, média e alta intensidade. Esse método de treinamento evita que o cavalo seja condicionado como “velocista”, aliado ao uso correto da embocadura em cada estágio do adestramento, que são três niveis, a saber: nivel 1 - básico, nivel 2 – intermediário e nivel 3 – avançado.

Os atuais tempos de provas de marcha – entre uma a uma hora e meia, são um absurdo, uma ignorancia, uma falta de bom sendo, de consideração à manutenção da integridade fisica do sistema locomotor. Além do próprio desgaste no transcorrer das provas, ha tambem um desgaste no treinamento prévio para suportar a marcha continua em tempo tão longo. Como o método do treinamento intervalado ainda é pouco utilizado, o resultado é o aumento do numero de cavalos é éguas com vida utilitária reduzida, pois não há sistema locomotor que suporte o estresse, sendo desenvolvidas afecções diversas, tais como tendinite, ovas (derrames), bursite, Doença do Navicular, sobre osso, dentre outras.

A correção do vício de marchar apoiado em excesso na embocadura não é dificil, sendo o melhor método o de solicitar paradas, quantas vezes forem necessarias, e retomar a marcha de velocidade média a alta, até que o cavalo entenda quem está no comando, determinando a velocidade da marcha. Errado é persistir no erro, permitindo que o cavalo seja o condutor, na velocidade de marcha que ele deseja.

Geralmente, esse defeito é notado em cavalos que usam o bridão, por ser mais facil apoiarem com força em uma embocadura de apenas um efeito principal de ação, que é a pressão nas comissuras labiais. Ao contrário, no freio convencional, que exerce três efeitos principais – pressão do bocal nas comissuras labiais, da barbela no queixo e da curvatura do bocal no palato, torna-se bem mais dificil para o cavalo apoiar com força no bocal. O freio é a embocadura profissional, imprescindivel para finalizar, refinar, o adestramento, tornando os comandos de rédeas suaves, a equitação fácil para todos. Eu nunca entendi porque o freio vem sendo pouco usado no treinamento de cavalos das raças Mangalarga Marchador e Campolina, ao contrário de antigamente, pois em todas as linhagens e criatórios tradicionais a doma era sempre finalizada no freio de bocal de altura mediana e hastes de comprimento também mediano. No passado tinhamos cavalos com excelente adestramento, ate porque havia no treinamento o diferencial de serem trabalhados tambem na lida de campo. Surpreendente é que até nas provas de marcha dos muares tem aumentado o numero de concorrentes apresentados no bridão ou freio-bridão.

Alguns treinadores alegam que por ser o freio uma embocadura com mais poder de reunião, o rendimento da marcha é reduzido. Argumento sem fundamento. Primeiro, se reune com mais facilidade, ja é vantagem sobre o bridão e freio-bridão, pois o principio da equitação técnica é com base na flexão com reunião. Segundo, porque primeiro o cavalo deve ser flexionado, depois reunido, e um bom freio é a melhor embocadura para lapidar o adestramento, tornando os comandos de rédeas suaves, o cavaleiro manobrando apenas com o ato de “dedilhar”. O rendimento da marcha é aumentado pela melhor flexão dos membros, maior engajamento. Terceiro, porque dos tres comandos principais da equitação – rédeas, pernas, assento, o que menos o cavaleiro deve depender é das mãos, pois “não existe embocadura severa em boca de cavalo bem adestrado”, como foi sabiamente escrito no livro dos mais famosos fabricantes de embocaduras dos EUA – a familia Miller. O comando de rédeas tem a função primária de auxiliar o cavalo no sentido do andamento, e não de deslocar o centro de gravidade da massa corpórea, o que é tarefa dos comandos de pernas e assento.

A embocadura  não é um meio de controle do cavalo, tão pouco existe a embocadura “faz tudo”. A embocadura deve ser entendida como o principal meio de comunicação entre cavalo e treinador. Havendo resistência, em qualquer grau, o cavalo estará “comunicando” com treinador, que sendo um profissional competente, estará integrado com cada animal, e saberá buscar a solução para eliminar a resistência.

Um bom cavalo marchador, seja de pista ou de passeio, além da comodidade da marcha, deve proporcionar equitação fácil e temperamento de sela sob controle do cavaleiro.

*Lúcio Sérgio de Andrade – Zootecnista, escritor, árbitro de equideos marchadores, Pedidos de livros impressos, livros digitais em CD, DVD’s, CURSOS ONLINE, equipamento para doma e treinamento de cavalos marchadores, através do site
www.equicenterpublicacoes.com.br


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